domingo, 14 de outubro de 2007

Haima

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"Eu sou Haima, sangue quente que ferve em mim,
sinto a vida que corre em minhas veias,
Sinto o ardor do sol,
o frémito do vento,
a pureza do riacho de águas cristalinas.
Sou o vinho que inebria...
sou Haima"

by Carlos

Equilibrio

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A mitologia da criação dos primeiros seres humanos foi atribuída a Shangdi, ao Céu, a Nüwa, a Pan Ku ou Yu Huang. Nüwa, que pode ter recriado ou criado a humanidade, tinha por companheiro (irmão e marido) Fu Xi. São representados por criaturas metade-serpentes e metade-humanas; Pan Ku foi o primeiro ser consciente e criador, emergido de um ovo chocado por 18 mil anos. Pan Ku separou o Yin e o Yang com um golpe de seu machado. O Yin, mais pesado, afundou e transformou-se na Terra, enquanto o Yang, mais leve, elevou-se para formar os céus.


Única face de uma mesma moeda.
Mesma face de única
Peças que se completam,
engrenagens que se enroscam
e fazem o motor da vida
andar em ritmo de harmonia

sábado, 13 de outubro de 2007

BEDAGI


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Bedagi fez um discurso sobre a relação entre a natureza, nascimento e morte do qual existem inumeras versões, embora o seu tema central seja claro: todos os seres humanos, animais e plantas vêm da Natureza, dela fazem parte e a ela regressam um dia.
“O grande espirito é o nosso pai, mas a natureza é a vossa mae.
É ela que nos alimenta, o que pomos no chão ela devolve-nos, incluíndo as plantas que curam.
Se somos feridos, vamos ter com a nossa mãe e procuramos encostar nela a parte ferida para ficarmos curados.
Quando caçamos, por mais poderoso que seja o arco, não é a flecha que mata o alce, é a Natureza. A seta espeta-se na pele do animal e, como todas as coisas vivas, ele vai ter com a mae para se curar, encostando-se ao chão, o que faz a flecha enterrar-se ainda mais.
Entretanto, tento segui-lo. Ele não está a vista mas, se eu encostar o ouvido a uma árvore, ouço-o pular.
Cada vez que ele pára e esfrega o flanco ferido, mais enterrada a flecha fica e acabo por encontrá-lo exausto com a seta cravada no corpo.”


Discurso feito no inicio de 1900, pelo famoso orador dos vanabaquis.

5 Elementos


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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Ìlèpa

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"Não sei porque chove. Sei apenas que chove.E a água contínua, persistente, forte, bate-me na vidraça e o vento movimenta as persianas completamente molhadas, contra o rosto aberto das janelas. As bátegas escorregam do telhado de barro vermelho para o chão, de forma impediosa, alagando as flores. Junto às paredes frias da casa, com o relampejar da tempestade, o que é que se nota? Uma sombra perdida, reclinada e doce, duma rosa.Dentro do quarto vou escutando os ecos da trovoada,só, com um livro na mão, lendo poesia, à luz da vela. As palavras misturam-se com os ruídos do temporal, com o quebrar dos galhos das árvores, o granizo saltitando ao longe, os zincos soprados pela ventania, homens correndo para fugirem do aguaceiro, cães ladrando contra o escuro. Sobre o tecto, no ranger lento das tábuas, o som duns passos arrastados, de cascos de bode, misturado com gargalhadas, um estranho riso que só desaparece aos poucos, com o nascer do dia. O vulto de Lord Byron, nesses instantes, vai e vem, nos confins da memória que dele nos deram as imagens, agora perdidas, do seu bestial destino. É o oposto exacto ao Natal do menino que Dezembro venera. Une-os a loucura de não temerem a morte. Um purifica-se, outro ao diabo entrega-se em festa. Um escolhe a gruta, mas empobreceu;o poeta, esse, nunca se preocupou com um lugar no céu e arrasta consigo as correntes das chamas satânicas. A cura não a busca; ama o impossível. O irreal. Ao fim e ao cabo o seu sonho ficou completo, vivendo num palácio de luxo,construído sobre estrofes, versos, sílabas, rimas. O afluxodos espíritos superou o sangue dos mortais. Cavalgou alegria onde morava tristeza. E nela desceu às profundezas da poesia.Escolheu friamente a viagem; usou o bilhete da alma. De fora deixou o resto. Está no inferno do poema, a casa onde mora. "

José António Gonçalves(inédito 03.12.04)

Beltane

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No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...

Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...


"Volúpia", Florbela Espanca

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sonho de uma noite de Verão no SMUP


Venho hoje falar-vos de um bébé, daqueles que implicam mudança de fralda... que dão trabalho, mas tanto prazer.


Parabéns a quem lutou tanto para que se tornasse realidade.

Aqui fica o cartaz! Espero que a sala encha e que seja um sucesso. O preço é 3€ (1,5€ para sócios da SMUP).

Experimentem.

Reservas: 934064208